segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Terra de ninguém.

A filosofia é, na realidade, uma "terra de ninguém". É um corredor entre duas potências que disputam pela vitória na guerra que incansavelmente travam. É uma "terra de ninguém", porque é o centro dos bombardeios, onde, no final, não há menor vestígio de vida, tais foram os danos causados pela batalha. Afinal, a ciência e a religião, totalmente opostas, não estão, de certo modo, incorretas por tentarem defender seu ponto de vista, é algo que é natural, visto que os humanos são assim, e, as ciências que ele cria também as são.
E todos travamos essa batalha no cotidiano, podendo ter consciência ou não desse confronto de idéias. Enquanto buscamos o conforto e o dogma da religião, buscamos, ao mesmo tempo, a razão e um conhecimento científico. Baseada nessas informações, busco classificar as pessoas em três grupos: Um grupo cuja inclinação é maior para o lado da ciência, um grupo cuja inclinação é maior para o lado da religião e um grupo que possui equlíbrio em relação às duas. É importante darmos um foco à expressão "inclinação maior", pois não existe pessoa que, absolutamente, não possua crença ou na religião ou na ciência. Um exemplo que podemos citar em relação à isso é o amor (um tema um tanto quanto complicado, mas tentemos explanar): como diz a famosa frase, tudo vale no amor e na guerra (e estamos entre esses dois). Uma pessoa qualquer poderia refletir sobre o que fazer para conquistar a pessoa amada, desde se arrumar mais até procurar assuntos relevantes para levantar uma discussão que leve maior tempo, e, dessa forma, se aproximar da pessoa desejada. Os mais radicais, os desesperados por amor, apelam para a tarologia e para o místico, pois qualquer coisa seria válida nesse caso para obter o/a amado/a.
Por que as pessoas têm medo de admitir que possuem crenças nos dois lados?

Nenhum comentário:

Postar um comentário